Belregard: Entre a Cruz e a Espada

Uma conversa.
Sessão 03 - Buscando Reconhecimento

Há esperança!

 

Fora tempo que fiquei neste lugar, meu “novo lar”. Notei em mim alguma inquietação; talvez tantas viagens e dificuldades tenham deixado meu espírito inquieto, carente de agitação. Sabe?

- Três minutos depois. -

Não desejo acontecimentos ruins… Porém os espero, pois eles sempre vêm, e tenho confiança em resolvê-los. É preciso alguém que o faça.

As coisas surgem devagar. Uma mão perdida na estrada e uma história de alguém que sumiu. Você observa. O mundo costuma mostrar, mas só se você quiser ver. Você ouve. O mundo costuma falar, mas só se você quiser escutar. Está tudo ali, nos detalhes… Basta existir a vontade necessária nos ossos e você descobre, vê e ouve. Depois disso é fazer o que tiver de fazer e fim… Às vezes, fazer é desagradável e Ítalo sempre estará nos cantos para me lembrar disto…

- Calado por mais meia hora, refletindo. -

Mas há esperança. Acredito que seja minha primeira vez tendo a sensação de salvar alguém, sabe? Salvar, verdadeiramente. Não só fomos capazes de resolver um desaparecimento como, também, nos vestimos com a responsabilidade de salvar a vida do embaixador Belgho. Que fosse um mero camponês… Salvar alguém é gratificante. É bom. Por muitas vezes imaginei estar caindo, cedendo. Mas agora vejo! Veja você também! Nossas boas atitudes nos fizeram ser… Ser pessoas. Pessoas de verdade, não o que éramos; e não éramos nada, percebi… E me irritei.

 

Oh… Você diz isso, mas acho que sempre será difícil. Nós somos os que enfrentamos, os que procuram fazer justiça, fazer o certo. Isso é incômodo no mundo em que vivemos onde o errado é confortável, é no quintal, e temos que invadir. Nós que entramos na caverna sem conhecê-la. Corremos por seus corredores sem mapas. Fomos atacados no escuro, sem noção de nada. Até chegar à cela do embaixador, salvá-lo e retornar, matando e cortando, sofrendo com as flechas daqueles “ocultistas”, nós enfrentamos mais do que eles; enfrentamos o desconhecido. Sempre será assim… Por falar em flechas, espero que seu ombro esteja melhor.

 

- Mais dez minutos em silêncio. –

 

… Por fim, agora somos alguém. Mas isso não vai me desviar do caminho que tracei. Talvez ajude. Talvez me dê o poder de enfrentar a Sombra que permeia cada quina, cada lado. Nunca pensei por este lado, mas… Quem sabe… Ser grande entre as pessoas faça-me grande para ferir, mesmo que pouco, as trevas que é esse mundo. Por que não? Vou arrancar o filho do Barão daquele lugar, vou crescer e quem sabe, mesmo, eu comece fazer alguma maldita diferença. – Argus com Demetriu, levemente embriagado, comemorando o merecido reconhecimento. Notou que (aos seus padrões), falara por um dia inteiro. Depois da noite de celebração, permaneceu calado por dois.

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Das Anotações de Valac
Sessão 03 - Buscando Reconhecimento

Tivemos que encarar uma missa hoje. Pudemos perceber que os assistentes de Henry (Enzo e Geovani) deram um sorriso malicioso no momento que o nome de Malakai foi citado. 

Eles sabem de algo.

Tive que me confessar com Henry, uma situação um tanto desconfortável para mim. Contei a Henry sobre o anel que achamos perto da ponte. Não contei que o anel estava numa mão decepada. Ele me aconselhou a levar o anel ao barão, pois seria perigoso demais para nós mantê-lo conosco.

Falei com o barão. Entreguei o anel. Ele não tem informações sobre Malakai, mas percebo que gostaria muito de ter, e isso irá nos ajudar.

Em nossas tentativas desesperadas para obter informações com Enzo e Geovani, tudo deu errado. Até mesmo a ajuda de Nazarro não saiu como esperávamos.

Foi com a ajuda do barão que conseguimos um encontro com Enzo, que não demorou muito a confessar que o embaixador estava sob seu cárcere. Ele prometeu nos levar até o local mantinha o prisioneiro, em troca de sua liberdade. Justo.

Nesse meio tempo ouvimos que Enrico derrubou a árvore que serve de entrada para a morada dos degenerados, e que foram atacados por três criaturas. No combate, mataram uma delas, soubemos que era uma mulher. Gertrudes, claramente. Isso me preocupa… A falta que Ítalo representa pode trazer maiores problemas para o local. Agora os filhos dele estão sozinhos. O que podem fazer? E quem agora toma conta do pai de Ítalo? O que colocamos em risco ao resgatar a criança? Fizemos bem, mas a que custo?

Seguimos Enzo até o local, que se revelou uma caverna. Não demorou muito para que percebêssemos que estávamos em um tipo de templo, definitivamente um lugar onde cultos sombrios estavam em curso. Quando encontramos uma estátua com várias cabeças (uma clara representação dos pecados) tive certeza de que o embaixador não estava ali por motivos políticos (como cheguei a pensar) e sim religiosos.

Fomos atacados pelos cultistas, eu me feri e fiquei extremamente mal, Pietro como sempre me auxiliou. O embaixador estava em uma cela, num estado deplorável. Resgatamos o homem e nos preparamos para deixar a caverna, mas ainda restavam cultistas para lidar.

Enquanto o restante do grupo combatia, eu e Pietro nos dirigimos à saída da caverna, carregando o embaixador conosco. Pietro foi atacado e gravemente ferido. Consegui empurrar o homem que o atacou escada abaixo, e precisei tomar a decisão de deixar Pietro para trás, torcendo para que ele fosse rapidamente encontrado. Sei que os outros não gostaram, e foi muito difícil para mim também… Mas minha prioridade era levar o embaixador.

Esperei o restante do grupo fora da caverna. Quando saíram verifiquei o estado de Pietro, e fiz o que pude. Voltamos ao forte.

O embaixador está recebendo todos os cuidados. Pietro está melhor. Estamos aguardando uma audiência com o barão.

Conquistamos nosso reconhecimento. Agora temos um nome. Somos homens do barão. Com isso, ganhamos novas direções e maiores responsabilidades. O barão precisa ter seu filho de volta, e vamos trazê-lo. 

Ravizon nos aguarda.

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Uma conversa franca

 

- Imagino que queira saber o que aconteceu Henry. E me perdoe o linguajar, mas sua expressão de que tem algo na garganta está tornando seu rosto amargo… Não, não se preocupe, eu também me sentiria melhor falando sobre isso e não precisa ser uma confissão. Você me ajudou muito em me ouvir quando precisei, então, se posso lhe ajudar agora falando, será um prazer.

Primeiro: não se culpe.

Você não tinha como saber que os dois eram cultistas. Eu mesmo tenho aprendido desde muito cedo que o inimigo é um jogador astuto e que não devemos nos surpreender ao sermos enganados por ele. Eu diria que não deveríamos confiar em ninguém Padre – e depois do ultimo evento isso veio ainda mais forte em minha mente. Mas sabe, Henry, não quero ser esse tipo de homem.

Eu acredito que podemos sim ainda confiar uns nos outros. Como eu confiei a você os temores de minha alma. Como eu confiei meu escudo a Demetrio e com isso me coloquei como um alvo mais fácil a frente do resto de meu grupo. Como eu confiei em Valak quando fui a sua frente mesmo querendo ficar e cai no chão daquela caverna para uma morte fácil – se não fosse resgatado a tempo. Mas eles me resgataram e foi e o enbaixador foi salvo assim como meus primeiros socorros feitos pelo próprio companheiro que me deixou para trás. E no fim, tudo deu certo.

Eles eram cultistas. Eles poderiam nunca ter aparecido nesse forte e cultuar aquela estatua horrenda cheia de cabeças, escondidos para sempre, enquanto sangravam o embaixador até a morte. Mas por sorte estavam aqui e foi na missa, depois de suas palavras em busca de qualquer conhecimento sobre o desaparecimento de Malakai, que meu grupo pode notar os risos de ambos e fomos capazes de conseguir com um deles a informação que salvou não só uma vida, mas talvez varias dependendo do que significou essa visita de Belghor. Assim como você também pode conhecer os males que sofreu uma certa garota da vila dos lenhadores.

Eu acredito que o criador ainda tem um plano para todos Padre, e nos fizemos parte dele hoje. Da maneira que nos foi possível contra um inimigo tão grande e poderoso, nós tiramos muito mais dele do que ele foi capaz de nós tirar. E quanto a isso, só temos que agradecer.

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Reflexões Narrativas: O Fim de um Arco
Sobre o fim de uma etapa

Chegamos ao fim do primeiro arco de nossa campanha de Belregard. A estrutura do jogo nesse momento foi bastante tradicional, o objetivo do grupo era conseguir reconhecimento dentro do forte onde buscaram refúgio.

Em Belregard, a vassalagem é um elemento fundamental da sociedade. Todo homem e mulher serve a alguém. Se você não tem um suserano, significa que não é uma pessoa digna de confiança e que não tem ninguém para zelar pela cobrança de uma eventual morte. Em uma terra onde a palavra de uma pessoa é o seu bem mais precioso, onde as amarradas da confiança são atadas em votos de fidelidade, a honestidade é a pedra fundamental. Na mente de muitos, uma pessoa sem suserano é alguém indigno. Se ela já teve um senhor ou senhora, o que aconteceu com este? Morreu? Então você não deveria estar morto junto, já que devia servidão até o fim?

Isso não significa, porém, que não existam mentiras. Significa apenas que estas mentiras, quando descobertas, são as maiores e mais vís traições que uma pessoa pode cometer. Agir contra seu suserano é um pecado terrível, da mesma forma que é trair a confiança de seu anfitrião, que abriu as portas de sua casa para um pernoite. 

Tivemos alguns momentos icônicos dentro desse arco, como o conflito dos personagens com a moralidade de matar um degenerado. Dentro da saberoa popular de Belregard, um degenerado se torna uma coisa, não sendo mais humano. Não se condena quem mata um degenerado, ainda assim, vendo que estes não eram culpados concientes do que ocorria, sentiu-se uma pontada de arrependimento na luta covarde em corredores escuros, onde a vida do degenerado foi ceifada. 

Tivemos uma outra questão moral, quando o grupo decidiu permitir que um pai resolvesse com as próprias mãos a questão do abuso que sua filha sofreu nas mãos de um rico comerciante. Eles arranjaram um encontro onde este homem, um rude lenhador, mas ainda alguém intocado pelos males do mundo, abateu o mercador (perverso sim, um homem imundo) a golpes de machado. No encontro posterior, com este mesmo lenhador, o clima era outro. É como se ele tivesse deixando a Sombra entrar em seu coração, tornando-se também um pouco monstro. Culpa dos jogadores?

Por fim, tivemos outro grande momento, que foi o resgate de um embaixador. Foi este evento que de fato garantiu a eles um lugar de destaque no local. A conclusão do arco se deu com os personagens sendo reconhecidos como vassalos do barão do forte. Até então eram homens sem senhor, que eram tolerados no local. Quando os personagens chegaram ao forte, eles eram vítimas da guerra civil que estourou em Braden, tinham perdido seus senhores e estavam tentando vida nova. Conseguiram, sendo reconhecidos. Como vassalos do barão, possuem uma limitada autoridade no local e estão prontos para se envolverem em questões diretamente relacionadas a guerra. 

O balanço final, pra mim, foi ótimo. Conseguimos manter o tom durante todo o jogo, sem perder as estribeiras com a sobriedade pretendida por Belregard, sem momentos épicos. Do começo ao fim os combates foram raros e brutais. A precariedade marcou as três sessões que representaram cerca de dois meses vivendo naquele lugar. Existiram outros momentos em que os personagens auxiliaram, mas de certo que estes três epsódios marcam mais o jogo, por terem envolvido moralidade, corrupção e o reconhecimento em si. 

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Um papo entre amigos
Sessão 03 - Buscando Reconhecimento

- É meus amigos, eu pensei que a seria mais fácil, confesso. Senti um receio neste resgate no qual paramos em uma caverna de ocultista para buscar o tal embaixador..ficar na frente e aparar os perigos era o que eu tinha que fazer, mas por dentro, o receio me atormentava. confesso que não tive coragem de ir ver os barulhos de cascos no corredor, afinal em uma caverna tão sinistra, você também não iria ver, talvez fosse algo interessante, mas resolvi não arriscar, pois eu tinha a certeza que não seria ajuda para nós.. eles tinham vantagem de terreno, eles enchergavam no escuro, malditos cultistas!

Mas conseguimos não é mesmo, chegamos até aquela cela podre e cheia de trapos, e resgatamos o nobre embaixador. Felizmente conseguimos o nosso tão buscado reconhecimento, porque, sinceramente, vou confessar, foi um trabalho duro, um trabalho perigoso, e a cicatriz em minha costela me lembrará que foi por um dia tão glorioso, no qual recuperei meu titulo. Se tomassemos uma atitude errada, estaríamos agora debaixo da terra, ou capturado pelos servos ereges… Enfim, valeu a pena, e pude ver que posso confiar em alguns de vocês … (olha receioso quanto aos principios de Valak, que abandonou o amigo no corredor sangrando a espera da morte…),

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Sessão 03 - Buscando Reconhecimento
Do Resgate de Malakai

 

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- Pietro, Argus e Ullr são acossados por pesadelos, envolvendo suas atitudes passadas. A Sombra parece estar começando a prestar atenção neles. 

- Durante uma missa, onde Henry por aqueles desaparecidos, ao citar o nome de Malakai (o embaixador belgho desaparecido, suposto dono da mão encontrada na estrada, com o anel de selo de Belghor), o grupo percebe que Enzo e Giovani (assistentes de Henry) trocaram sorrisos. 

- O grupo começa a investigar os dois jovens, mas os meios para tentar intimida-los saem pela culatra, gerando até mesmo a prisão de alguns membros, liberados posteriormente como favor do barão.

- Enrico havia ido com soldados derrubar a árvore dos degenerados e retornam com notícias. Foram atacados por três seres, mas um foi morto, dois menores fugiram. O grupo assume que Gertruda foi abatida. Além disso, encontraram restos de corpos na orla da floresta, próximo do vilarejo dos lenhadores ao sul. 

- Pensando em conseguir o favor de Nazarro, para que ele consiga tirar um dos subordinados de Henry do forte, para que eles interroguem, pedem para o que o lenhador atraia um deles. Na vila, o clima é outro, mais sério, mais hostil. 

- O plano não da certo, já que é o próprio Henry quem acaba indo visitar os lenhadores. 

- O grupo decide pedir ajuda ao barão, que estava ciente da busca deles pelo embaixador e, dessa forma, Tibério os coloca em uma sala com Enzo. 

- Diante das acusações, Enzo não resiste e confessa, dizendo que Malakai está preso nas montanhas. Ele pede que, em troca de leva-los até lá, seja deixado vivo para que fuja. O grupo aceita a oferta. 

- Durante a noite, seguindo Enzo, o grupo chega a um platô nas montanhas norte. Ele mostra a passagem e parte. 

- Na fenda, os sinais de heresia praticados ali se tornam claros quando uma estátua, uma quimera misturando a simbologia das cinco Provações, adverte aqueles que entram com palavras frias de ameaça escritas em uma placa de pedra. 

- No interior da caverna, que se mostra um templo antigo, o grupo não passa muito tempo. Os cultistas presentes se aproveitam da iluminação que eles mesmos trazem para manter ataques furtivos. Eles conseguem abater parte do secto e resgatam Malakai.

- Havia mais do templo para ser visto, mas eles preferem partir.

- Com dificuldade retornam ao forte e Malakai recebe os devidos cuidados. 

- Passado certo tempo de recuperação, o grupo é finalmente convidado para o salão da nobreza e lá são reconhecidos como vassalos de Tibério Tértio, juram fidelidade ao suserado e conversam brevemente com Malakai, que é extremamente agradecido. Malakai havia sido sequestrado por ser um verum, os cultistas acreditavam que seu sangue potencializaria seus rituais. 

- Em particular, ao questionarem o barão, descobrem o verdadeiro motivo de sua neutralidade. Tibério não deseja trair sua rainha, mas ao mesmo tempo tem um filho vivendo em Ravizon, estudando para ser padre. Diante do suporte do grupo, ele pede para que eles partam para Ravizon e tentem trazer seu filho de volta. 

 

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Um grande avanço
Sessão 02 - Buscando Reconhecimento

             Mais um dia que felizmente superou as expectativas… Estávamos só em dois, eu e Valac, tudo indicava pouco progresso, eis que surge um cavalheiro com intuito de se juntar a nós(Demitrio).

 

      Aparentemente um guerreiro de bem. Era o que faltava para termos um dia eficiente alguém pra dar porrada e aguentar umas também… Assumiu a posicao de frente e facilmente batalhamos em conjunto. O que me animou bastante para querer sair atrás de aventura, nao via a hora de um grande feito pela cidade, talvez um dia teremos nome para falar com a Rainha, a ultima esperança de Braden. 

~~

    Porém minha ansiedade seria prejudicial se nao fosse por Demitrio e Valac, que me fizeram fazer a coisa certa, a justiça com Lelia e seu pai. Um comerciante que abusou de Lelia dizendo ter sido enfeitiçado teve seu destino… O pervertido se encantou pela minha voz também, é um feitico que eu usei… Desgracado, teve o que merecia. Como combinado com pai de Lelia, íamos trazer o tal comerciante ate ele para poder se vingar. Machadadas letais foram desferidas no comerciante sem dó, até a escuridao te consumir, porém nao foi o suficiente para sanar a dor e o trauma que ficará em Lelia…

 

   Durante esse trajeto tivemos informaçoes preocupantes sobre degenerados rondando o local onde acontecia aquela celebraçao, tiveram contato com Valac e diziam estar a procura de seu pai, era óbvio… Valac apenas respondeu que nao sabe de nada, e ate entao esperamos que eles nao descubram que fomos nós que o matamos, sem duvida devemos ficar bem atentos.

 

      Finalmente saímos atrás de aventura ”uma estrela que rasgou os céus”. Vark (meu cachorro) já se animou, meu maior e leal amigo. Nada havia no local onde ela caiu, só uns corpos mortos, secos e quebradiços, nada que a gente já tivesse visto antes nem eu nem meu cachorro, eles estavam desintegrados. Encontramos uma pedra em um lago, podia ser só uma parte de um destroço da tal estrela, a coincidencia é que perto dessa pedra tinha uns corpos secos e quebradiços também, alertando que obviamente há algo muito errado. Enrolamos-a num pano grosso e levamos para Radu, que nos indicou e pediu por ela, nao tinha muito a dizer, guardou para depois examinar.

 

 

     Decidimos ir fazer uma limpa nos arredores e fomos em direçao a ponte ocupada por bandidos que saqueavam ali entre a passagem… Foi o momento mais satisfatório do dia pra mim, Vark como sempre comigo… Demitrio fez muito bem seu papel de Guerreiro, enquanto eu aproveitava o tempo em que ele segurava as porradas para ajudá-lo atacando de longe, meu sangue esquentou rápido, e a todo momento era de adrenalina, ali pude testar minha mira e perceber que por enquanto ainda estou dando conta… Nosso avanço em conjunto foi bem eficaz. Se ja nao bastasse os ladroes eles tinham um aliado degenerado, como pode… Ele era grande e pesado, provavel que seus golpes fossem bem fortes, nao estava la pra receber, Demitrio usou de sua garra e dignidade para ficar ali de frente resistindo, chegou a ser atingido, parece que foi de grande impacto, porém nós dois atacando juntos conseguimos matar o tal degeneogro a tempo, antes que nos matasse é claro.

 

     Como sempre querendo mais, saquiei os ladroes e consegui dez moedas de prata talvez possa ajudar alguém com isso… Sem contar com o anel que estava em uma mao decepada, vestígios que a guerra esta próxima e que nao podemos ficar parados. Provavelmente o grupo vai se reúnir agora e espero realizar grandes feitos. A guerra está próxima…

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Das Anotações de Valac
Sessão 02 - Buscando Reconhecimento

   

Um cavaleiro recém-chegado ao forte nos abordou em nosso desjejum. Eu estava na companhia de Ullr, que respondeu “sim” sem nem refletir quando o desconhecido pediu para se juntar ao nosso grupo. Ullr é perigosamente inconsequente… Mas como por hoje estávamos só nós dois, achei por bem aceitar o desconhecido, Demetrio, que tem os mesmos objetivos que nós. Será uma boa adição ao grupo.

   Decidimos investigar o boato sobre um comerciante que afirma ter sido enfeitiçado por uma ninfa, que o levou para o bosque. Colhemos informações com Sandoval (o comerciante), com os moradores da vila e por fim, chegamos à “ninfa”. Lelia, treze anos. Filha do lenhador Nazarro. Lelia relutou em falar, tive de insistir com delicadeza. E quando a menina chorou em meus braços, tive certeza de que não estávamos lidando com o sobrenatural, e sim com um caso de pura perversidade humana. Nazarro confirmou: sua filha fora violentada. Demos nossa palavra que levaríamos Sandoval até o bosque para que Nazarro tivesse sua merecida vingança.

   Resolvi verificar a entrada do bosque. Ouvi barulhos, sons de farejar. Com cautela, me aproximei. E para minha surpresa… Um degenerado. Disse que me reconheceu pelo cheiro. Era um dos filhos de Ítalo. Perguntou sobre o pai, que meus companheiros executaram. Não contei da morte dele, apenas falei que não sabia de seu paradeiro. Foram embora. Mas deixaram em mim uma sensação de perigo iminente…

   Foi difícil convencer Sandoval a ir conosco à floresta. Tive de fingir interesse por uma criatura desprezível. Prometi que faríamos parte de algo desprezível. Uma… “aventura”.

   Mas conseguimos. Nazarro estava esperando com seu machado.

   E seu machado fez um ótimo trabalho. Reduziu Sandoval a pedaços. Ficamos eufóricos com o espetáculo, e embora meus companheiros logo tivessem ficado enojados, eu senti fome…

   Afasto o pensamento. Não posso pensar nisso…

   Partimos para investigar “uma estrela que rasgou os céus”.

Achamos a cratera onde tal coisa caiu, e obviamente ela não estava mais lá. O intrigante é o corpo que foi encontrado ali perto.  Seco, quebradiço, como se tivesse sido sugado. No mesmo estado estavam vários outros corpos que encontramos em um acampamento. Aqui rondam aves sempre dispostas a devorar o que cai no chão, e os corpos não possuem sequer uma marca de bicada…

   Encontramos uma pedra no lago, levamos para Radu.

   Fomos investigar uma ponte tomada por bandidos. Demetrio se saiu muito bem, Ullr também. Eu me feri. Tenho muito pouco a acrescentar em situações como essa.

   Mas não deixo de pensar na mão decepada que encontramos. Talvez a guerra esteja ainda mais próxima daqui…

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A conversa entre Demetrio e Radu
Sessão 02 - Buscando Reconhecimento

- É meu amigo, hoje o dia foi cheio, estou cansado e com um pouco de fome… essa armadura é muito boa, mas também o peso do ferro ao calor do sol nos deixa exauridos… queria te agradecer por estar consertando ela a esta hora para mim, espero que não seja um incomodo, e vou lhe contar um pouco de como isso aconteceu.

- Alguns ladrões se aproveitavam da passagem da velha ponte para saquear, e nós fomos lá para tira-los e facilitar o acesso para os comerciantes, tudo ia bem, até que uma criatura grotesca, com uma altura bizarra e uma armadura improvisada apareceu, sua clava era quase do tamanho de uma pessoa, mas seus movimentos não eram tão lentos, quando pude perceber estava sendo lançado ao ar e caindo ao chão com o impacto de sua clava ao meu peitoral de aço -  se eu não estivesse armadurado certamente teria perdido algumas costelas por ali – ele me acertou em cheio no peito, deixando sua marca em minha bela armadura. A briga foi sangrenta e eu podia ouvir os urros de dor ao acertar sua pele mórbida, sua feição de raiva se mesclava com desespero quando minha maça quebrava seus ossos. Que adrenalina! Tudo para deixar um pouco mais calmo as coisas por aqui, malditos ladrões! Agora presos não voltarão a atormentar as estradas… Valeu a pena poder ajudar a este forte, valeu a pena poder coibir a ações de criminosos tão perigosos… e agora preciso dessa velha armadura restaurada para continuarmos a caça desse bando de desprezíveis, aproveitadores que ainda circudam os arredores de Braden..

-Obrigado Radu, ficou ótima! Muito obrigado mesmo..

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Sessão 02 - Buscando Reconhecimento
Da Resolução de Aguns Problemas Internos

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- Um cavaleiro desgarrado soma forças ao grupo, também no interesse de tornar-se vassalo do barão.

- O grupo se dedica a resolver outros problemas que continuam pairando no Presa do Leão. 

- Investigam sobre o caso do mercador Sandoval, que alega ter sido enfeitiçado por uma ninfa dos bosques, antes de despertar quando foi atacado por um selvagem do campo. 

- O grupo investiga brevemente na pequena vila de lenhadores próxima do forte, na orla da floresta que eles mesmos haviam entrado no encontro com os Degenerados. 

- Lá conhecem Lelia, a suposta ninfa. A menina, depois de acalmada, acaba chorando e contando o que lembrava. Ela estava dançando ao som das músicas que os lenhadores tocam todas as noites e foi atacada por algo grande, que fedia muito e desacordou, desperando apenas com a presença de seu pai, que afugentou a coisa. 

- Nazarro, o pai da menina, é menos cuidadoso. Ele sabe que Sandoval abusou de Lelia, mas não levou a acusação adiante, aconselhado pelos companheiros, afinal seria sua palavra contra a de um homem rico, Lelia acabaria ficando sozinha no mundo. Ele pede para que o grupo arranje um encontro.

- Compadecidos com a ira do pai e sem encontrar uma justificativa sobrenatural que confirme o que Sandoval disse, eles concluem que o mercador estava bêbado, abusou da menina e inventou esta história para se safar. 

- Enquanto passavam uma noite com os lenhadores, Valac tem um encontro com um dos filhos de Ítalo, o degenerado. A criança está procurando seu pai e encontrou Vlac seguindo seu cheiro. Valac não conta da morte de Ítalo e o degenerado e seu irmão retornam para o bosque.

- De volta ao forte o grupo procura uma maneira de afastar Sandoval de seus aposentos, levando-o ao encontro de Nazarro. 

- O grupo acaba descobrindo, nas conversas, que Sandoval é uma alma completamente entregue as depravações da carne e a repulsa pelo mercador só aumentam, até que eles decidem ludibria-lo com uma promessa de "aventura" entre eles mesmos. O mercador aceita e termina na orla da floresta, onde é executado pelo pai da menina molestada, a golpes de machado contra o pescoço suíno.

- Temerosos de que seriam cobrados pelo sumiço do mercador, se mantém alerta e ocupados, dando atenção a uma demanda de Radu, o ferreiro local. A alguns dias, uma luz riscou os céus e parece ter caído nas colinas sul. O ferreiro sabe que, em raras ocasiões, estas estrelas tazem pedras e metal. Caso o grupo conseguisse, ele ficaria feliz em estudar o material.

- Investigando, eles encontram a cratera e um pouco distante desta, o corpo de um homem, possivelmente um bandido, largado no chão, com a pele seca como pergaminho, quebradiço. Seguindo mais adiante, com os rastros de um grupo de pessoas, encontram um acampamento nas margens do lago ao norte do forte. Todos os homens do acampamento mortos na mesma situação do outro e, num cercadinho dentro da água, uma pedra preta, quente ao toque. 

- Temerosos dos poderes daquela coisa, envolvem com uma capa e levam para o forte, para que Radu estude. O ferreiro se mantém receoso da pedra e a deixa guardada, alegando que vai procurar estudiosos que o possam ajudar. 

- Por fim, o grupo decide atacar os bandidos que estão ocupando a ponte na estrada do forte, que ruma para Belghor.

- No caminho, uma mão decepada largada no chão chama a atenção. Esta mão, ressecada, mostra um anel com um punho. Mais tarde descobre-se que o anel é um selo de Belghor. Havia o boado de um embaixador desaparecido, de Belghor, o grupo pela morte do mesmo e no que isso pode implicar nas relações entre as castelanias. 

- Na ponte, de fato haviam bandidos e o que assusta é o que os criminosos chamam de "troll", um degenerado que vivia sob a tal ponte, alto e largo, vestindo uma armadura feita de remendos de barris e panelas. O combate se segue, mas o cavaleiro contribui muito e a derrota dos criminosos vem em tempo. 

- Em posse de um prisioneiro, os soldados do forte descobrem que aquele bando prestava tributo aos bandidos que vivem nas cavernas, na direção oeste do forte.

- O grupo descansa depois destes intensos de resolução de problemas. Algumas dúvidas se mantém:

  • O que se seguirá do sumiço de Sandoval.
  • O destino do embaixador de Belghor.
  • Os filhos de Ítalo, o degenerado, eles trarão problemas?
  • A verdade sobre o metal que caiu do céu.
  • Os bandidos que se escondem nas cavernas das montanhas.
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