Belregard: Entre a Cruz e a Espada

Novos Campos de Guerra - Sessão 06

Estava ansioso por isso, mas não no bom sentido. Esse jogo singelo de quem é educado… Não posso mais resolver o problema com alguns movimentos de espada e isso me deixa assim; ansioso.

 

Aliviou-me o sentimento ter como nossa aliada, Ana. Aparenta ser boa pessoa e, talvez, meu medo aqui seja de traição. Já ouvi dizer que muito acontece nesses jogos de intriga, de quem é acusado e quem é inocente.
Pensei que ser inapto me faria sentir um sabor amargo na boca, porém, não esperava que pudesse acontecer algo pior… Foi quando fomos à estalagem de diversões, buscando informações que, bom, tive de presenciar algo que não gostaria. Aquele ritual. Aquela… Coisa. Aquela exaltação da luxúria, diante de mim.

 

Sinto-me quebrado… Por dentro. Porém, não posso me quebrar. Os outros precisam de mim. Precisam que eu me mantenha forte para ser forte por eles, mas é difícil. De qualquer forma, se eu não estiver bem para colocar ordem nos outros e não permitir que se entreguem, fazê-los andar nos devidos trilhos, quem irá?

 

… Ao menos valeu a informação; nosso temível rival nesse jogo de educações e não espadas mantinha a mãe viva e, pelo grande Criador, não me aventuro imaginar o que fazia com ela. Pobre mulher. Não sofrerá mais e, melhor, ajudará colocar seu rebento hediondo no devido lugar para que este não faça sofrer mais ninguém.

 

Ainda assim, a senhora sozinha não é prova e força suficiente para derrubá-lo. O jogo da educação continua… Para meu desespero.

- Argus falava e Pietro escrevia para, depois, Argus acompanhar interessado a leitura. Parecia-lhe incrível que tudo dito estava ali.

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Desabafo

Me sinto perdido… A cada dia que passava, desde que cheguei ao forte do leão, sentia estar sendo guiado por um proposito maior. Proteger meus companheiros, conseguir um novo senhor. Servir novamente a uma causa. São coisas simples que todo homem precisa para se levantar no dia seguinte. Mas agora que tenho tudo isso, me sinto imensamente perdido. E não sei onde eu errei em meu caminho para estar onde estou agora. 

Tenho medo do que vejo ao meu redor. Tenho medo do que vejo no espelho. Tenho medo do que eu posso me tornar. Argus disse que isso que estamos fazendo, pode nos transformar no mesmos monstros que combatemos, mas quando foi que passei a combater monstros? Ou melhor. Quando comecei a vê-los? Será essa a punição pelo que fiz a Italo? 

Sim, toda vida é valiosa, mas eu acreditei que essa era a vontade do criador. Impedir que o degenerado fizesse mal a outras crianças. Nunca foi por mim. Nunca foi por ego. Tão pouco por orgulho ou fama. Eu sempre busquei fazer o bem em busca de receber o mesmo em troca. Mas tudo que vejo a minha volta é o mal. 

Vejo em meus amigos. Nas pessoas. No espelho. Vejo e temo. Temo acordar e não reconhecer aqueles a quem sou leal e tenho agora como minha nova familia – por mais dividida que ela seja. Temo por acordar e não reconhecer a mim mesmo e fazer mau aqueles que eu amo. 

E agora, mesmo aqui com tantos ao meu redor buscando adoração a um ídolo pervertido, buscando satisfação e prazer proposito. Eu ainda o faço por nós. Pela missão. Pelo bem maior. Sei que posso me arrepender amanhã do que faremos agora, assim como me arrependo das vidas que tirei naquela batalha. Homens que tinham esposas e filhos para quem retornar.

Mas eu ainda sei que não faço por mim e sim pelo bem de outros que merecem a paz que estamos buscando manter.


O que eu não entendo é como ainda sinto que fazer o bem pode estar me tornando uma pessoa pior do que quando comecei essa jornada…

- Um desabafo de Pietro com Demetrio enquanto bebiam, momentos antes do ritual em adoração a Arshma. - 

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Alcool, Orgia e Insanidade

- A festa no bordel foi bem divertida para lhe dizer a verdade, gostei muito, aproveitei alguns momentos intensos onde pude me "conectar" com o grupo, participando com todos em atos mais disinibidos e atitudes menos vigiadas e sem pudor. Me lembro de ver alguns dos amigos entre homens e mulheres sem se preocupar com o que acontecia… Me lembro de uma homem com uma máscara (apesar de parecer bem real) de bode fazendo atos sexuais com homens e mulheres. A bebedeira o fumo e o sexo foram de bom proveito para tirar o peso da armadura, o peso da perda e da dor, tirar a fádiga de cumprir missões insaciavelmente, uma noite no qual me senti menos carregado, pude ficar mais livre.. me lembro de ter abusado de uma mulher alcoolizada, ela não queria, no fundo eu sabia, mas idaí? Fiz valer minha vontade selvagem em dominar o corpo daquela mulher. Depois de um banho de semém deixei ela lá quase que incosciente com suas lembranças sendo consumidas pelo alcool.. Claro que não me orgulho disso, isso até me perturbaria um pouco, mas logo deixo pra lá, afinal estávamos ali pra valer a depravação…o ruim é que eu gostei disso, e certamente vou me deixar levar eventualmente a esses encontros escusos.

- conversando um pouco sobre depravação com Valak. 

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Sessão 06 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- O grupo decidi iniciar a derrocada de Lavros pelo prostíbulo Chifre do Fauno, localizado na vila de Parnacua ao sul de Ravizon. Eles precisam descobrir qual a relação do cardeal com o local 

- O prostíbulo é um antro de libertinagem e Pietro tem visões sobre os pecados de seus próprios companheiros.

- Valac é atacado no quarto enquanto se relacionava com um dos jovens locais, o mesmo que foi intimidado por Demetrio. 

- O rapaz, Leopoldo, disse: "você não deveria ter voltado aqui". Denotando ser alguém com conhecimento do passado de Valac.

- Leopoldo diz que foi bem pago para matar Valac, provavelmente por alguém relacionado a igreja ou aos cultos.

- A pessoa relevante para ser contactada dentro do ambiente, que tem a informação sobre Lavros, é Giovana. 

- Descobrem que, para conseguir algum espaço de informações no Chifre do Fauno, precisam participar de algumas festas privadas.

- É preciso estar comprometido para se fazer ouvir.

- O grupo consegue acesso à festa particular depois de pagar para um dos trabalhadores locais. 

- Precisam responder a senha "Quem dança nos bosques e goza nos campos?", para adentrar nos salões privados. A resposta é Arshma, o nome do Ímpio relacionado à Luxúria. 

- No interior do salão, conversam com Giovana, a dona do local. 

- Giovana só aceita ajudar se eles se envolverem num ritual, numa orgia ritualística para Arshma.

- O grupo se envolve, decaindo na corrupção, mas Argus se recusa, sendo cortejado por Giovana e sendo obrigado a encarar todo o rito, decaindo na sanidade.

- Depois do rito, no dia seguinte, Giovana diz ao grupo que possui alguma informação de Lavros, a de seu nome "Popescu", algo como "filho do padre" em parlo antigo. 

- Tal nome, alcunha, mostra sua origem como filho do relacionamento de uma prostituta com um padre. 

- Belena descobre, com a informação, que Lavros mantém a mãe presa, sob tortura, incapaz de mata-la.

- O grupo é atacado por cultistas durante a noite, provavelmente em busca de Valac. 

- Belena encontra a mãe de Lavros, Ana e o grupo descobre que a senhora atingiu a venerável idade de 90 anos.

- Valac, com seu conhecimento dos cultos sombrios, identifica-a como uma vitma no limiar, uma pessoa em estágio físico e mental frágil, um portal aberto de caminho para demônios.

- Ana, sob a sugestão de que seu filho iria busca-la, abre o canal para um diabo, que fala tudo que os pecados dos personagens querem ouvir, mas eles resistem.

- A senhora é protegida, para ser usada como prova da crueldade de Lavros.

- Sobre os assassinos, Belena revela que podem ter vindo da Casa de Repouso são Pazzo. Devido ao fato de que todos eles pareciam doentes e pessoas debilitadas não são comuns nas ruas da maravilhosa Ravizon. 

 

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Déloyando Belregard
Sobre ferramentas de outros jogos

O nosso segundo arco de campanha, Resgate, é focado em libertar Haskel Tértio, filho do barão Tibério, das mãos de Lavros Popescu, cardeal de Rivienza. Para tanto, decidi utilizar as ferramentas que o Déloyal apresenta, com sua estrutura de campanha. Dessa forma, o grupo criou coletivamente o Contato Superior, uma pessoa de confiança que os auxiliará, e os Pilares que devem ser derrubados para enfraquecer o poder que Lavros tem dentro da cidade. 

Alguns podem não aprovar por conta dos jogadores "saberem" alguns segredos já na criação dessa etapa da campanha, mas ao mesmo tempo, é dever do narrador criar as minúcias de cada um destes pilares, de modo que eles até sabem o que precisa ser feito, mas o modo como fazer, será visto apenas na mesa de jogo. 

Se você ficou curioso e quer saber mais sobre Déloyal, o jogo pode ser adquirido na loja da Pensamento Coletivo. 

Contato Superior

Belena Stravus - Cardeal de Rivienza

Belena é antiga aliada do barão e mostrou-se favorável à sua causa, no que diz respeito a tirar o filho daquele lugar. Ela tem um gosto atípico pelo céu noturno e passa noites observando as estrelas, fato que a aproximou de um grupo recluso de estudiosos, os Oradores das Estrelas. Belena sonha que um dia esse grupo seja novamente reconhecido e absorvido pelo secto lazlita do Tribunal. Esta relação dela com os estudos duvidosos se torna um drama quando ela mesma financia os Oradores. No mais, suas relações na sociedade clerical são boas e seu jeito ácido, mordaz, irônico a mantém protegida de conspiradores. 

Ponto de Encontro

Como Belena é uma figura pública importante, ela não pode ser vista na companhia do grupo a todo momento. Desse modo, eles conseguiram uma pequena igreja em reforma, dentro de Rivienza, como ponto de encontro. A pequena capela de Santa Cácia, padroeira dos viajantes. Um contato de confiança que sempre está presente é Otávio, o mestre pedreiro que está ordenando a reforma. O acesso para a igreja é pelos fundos e o grupo se reúne nos porões. A Força do Ponto de Encontro é uma boa Rota de Fuga, além da aparência Intimidadora de precariedade das obras. Sua Aparência pode não passar confiança, pelos andaimes e grandes blocos de pedra que parecem poder cair a qualquer momento. Ao mesmo tempo que é sua Fraqueza, já que existem Pontos Fracos Estruturais.

Normalmente, a proposta do Déloyal é a derrubada de um Império invasor, o que não acontece aqui. Na nossa campanha, a ideia é tirar Haskel das mãos de Lavros, dessa forma tratamos o cardeal como o império, representando ele mesmo como o Cérebro, o último "pilar" a ser derrubado. Os demais pilares, as Engrenagens do Corpo, são elementos que vão levar a imagem de Lavros  à ruína. Para efeitos públicos, Lavros é um guardião, um tutor, de Haskel e apenas diz que o rapaz está no clautro, isolado em purificação e estudo. O grupo deve então mostrar a imagem suja de Lavros e derruba-lo para libertar Haskel. 

Em linhas gerais, os pilares serão "podres" de Lavros, provas que eles devem levar para Belena, para que ela possa usar isso contra ele. 

O Pilares

- Uma casa de prostituição que recebe visitas de Lavros

- Suspeitas de desvio de dinheiro do Tribunal

- Um aliado de Haskel que teria vindo com ele para Rivienza que desapareceu

- Possivel envolvimento com um culto durante sua ascensão clerical

- A própria localização de Haskel

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O Peso da Solidão

Não posso dizer que sou rodiado de amigos, sou apenas rodeado por pessoas, hoje sei que não sou mais um garotinho com uma espada de madeira, o tempo me trouxe cicatrizes, me trouxe perdas, e me trouxe experiência. É dificil para mim ver um ato de maldade e passar impune, não entendo, como este grupo se importa com um velho comedor de lagartixa, totalmente degenerado, mas não se importa com a fila de pais de familha prestes a morrer por um pregador fanático de uma religião duvidosa. Eles tem muito a aprender… Aquele rapaz que deseja ser o líder tem o bom coração, mas suas fraldas ainda fedem a mijo, ele precisa aprender muito, e sinceramente eu não tenho muita paciencia para ensinar. Meu grupo, minha vida, uns ajudavam os outros, eramos uma familia, pude reviver isso, e tenho comigo agora a missão de enterrar aquela velha historia, de honrar esses viajantes que por muitas vezes confiaram suas vidas à mim, assim como confiei a minha vida à eles.

Me incomoda ver que quando marchei em rumo ao certo, apenas o ex-escravo me acompanhou, que contrassenso não? O´que mais poderia temer e ficar recuado provou seu valor, e os demais ficaram lá, se eu tivesse lutado, eles teriam fugido e eu estaria desfalecido em uma poça do meu próprio sangue, e tendo arrastado um jovem que confiou em minha maça. Mas é o que digo, o  tempo me trouxe experiência, alguns podem me ver como um velho louco e porque não dizer rude, outros podem tentar aprender algo, mas o fato é que aprendi a não confiar neles, afinal será que eles merecem o titulo? 

Me parece que na frente do barão eles são uma coisa, tentado mostrar-se valentes e destemidos, mas eu aprendi que o verdadeiro valor de um homem é medido pelo que ele faz quando ninguém esta olhando…

Talvez eu não me coloque mais a prova para protege-los, deixarei eles sentir o peso de uma lança atravessando sua costela, ou de uma espada rasgando sua carne, acho que no final das contas tentarei ver que valor o ex escravo possui, talvez seja o único digno de seguir comigo em um futuro breve.

Lealdade é o que se deve ter quando se anda em grupo, quando se carrega uma bandeira, quando se tem fé. E lamentavelmente não é isso que vejo com este grupo, seguirei em volto de minha solidão, acompanhado por eles até quando preciso for e depois espero seguir meu caminho com uma verdadeira confraria.

 

- Escritas pessoais de Demetrio de Borgoza.

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Sessão 05 - Resgate
Da Viagem para Ravizon

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- Viajam de volta de Lenora pra o Presa do Leão.

- A viagem de voltam mostra alguns problemas, especialmente com um grupo de soldados hostis que usavam as cores do barão, deixando todos confusos. 

- Uma vez no forte, descobrem que o envio deles para Lenora fez algumas pessoas descordarem da escolha do barão pelo lado de Anastasia, gerando desertores. 

- Lorenzo, o homem enviado pelos Oradores das Estrelas, fica no forte para estudar a pedra. 

- A viagem para o norte durará cerca de 30 dias e o grupo se prepara da melhor maneira possível.

- A primeira metade corre sem problemas, com uma passagem pelo Círculo do Pregador, onde Morovan abençoou os primeiros homens mais de mil anos atrás. 

- No caminho encontram uma pequena vila familiar, com uma pilha de corpos queimados a mais de uma semana, provavelmente resultado de um ataque generalizado, mas sem pistas. 

- Alguns mantimentos se perdem por descuido do grupo, mas eles caçam, gerando algum atraso.

- Encontram uma vila que estava sendo assediada por um paladino de Vlakin e seu bando. Sob os gritos de "QUEM VOCÊ TEME?", o paladino exigia obediência ao Demiurgo. Depois de uma luta desesperada, conseguem derrotar o fanático.

- Antes de chegarem a Ravizon, passando por Odara, testemunham um duelo. Demetrio descobre que quem luta é Arturo, um dos antigos membros de seu bando mercenário. Infelizmente Arturo perde e em suas últimas palavras, revela ao amigo que foi um homem do próprio bando que os vendeu e que o duelista que o venceu sabe onde este traidor está. 

- Em Ravizon o grupo descansa para se reunir com o bispo local, antes de se apresentar a Belena, a cardeal que foi inidicada pelo barão Tibério, como contato para encontrar seu filho. 

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Horizontes de Sangue
Sessão 04 - Resgate

Decidimos que, antes de mais nada, deveríamos ir à Lenora.

 

 Fiquei feliz, de certo: primeiro, pareceu-me que estávamos mais unidos no pensar. Faz-me todo sentindo saber como está a Rainha… Não, dizer assim não seria justo; queria saber se há chances de vitória apoiando Anastasia… Sim, isso soa mais sincero.

 

… No todo, também, errei um pouco já que não somos “unidos” como pensei. A viagem foi esclarecedora porque… Porque me fez ver que ainda somos estranhos. Somos estranhos uns para os outros. Conhecemo-nos no fogo e, de certo modo, isso é fácil. Porém, foi diferente: agora nos conhecíamos na calmaria. Alguns falam alto demais, outros roncam alto demais… Uns falam baixo demais e são venenosos… Acho que todo tipo de incômodo vai surgindo, se mostrando.

Também, creio, se pudermos passar por isso, então finalmente seremos um grupo. É um teste e farei com que todos passem.

Oh… Agora lembro, encontramos outro degenerado no caminho; fez-me lembrar de Ítalo e o que tive de fazer e… O nome deste era Ítalo também, que coincidência estranha ou, quem sabe, seja o Justo me punindo pelo que tive de fazer. Recordando e recordando.

Por fim, Luigi, nosso contato, fez seu papel… conhecemos a Rainha. Quem poderia imaginar? Uma Rainha. Teria ficado orgulhosa, mãe? Bom, conheci por ver e só. A verdade é que pouco nos falamos; como de comum, este tipo de pessoa sempre quer ajuda. Que seja… Talvez nossa presença tenha feito alguma diferença já que chegamos no meio de uma guerra e, essa, foi vencida.

Também lembrei: guerras são belas somente nas músicas. Poucos bardos estavam lá para ver e, os que estavam, compuseram no tom fúnebre que merece.

 

De todo modo, é o momento. Lenora está sofrendo ataques, nós vimos, Vlakir está aqui. É real, é agora. Nos falta o filho do Barão e, por fim, acredito que uma posição será tomada… Então verei mais uma guerra…

 

- E Argus notou o corte numa das contas, provavelmente quando fora acertado por uma flecha no meio da batalha. A “conversa” terminou ali. Guardou o colar, lúgubre.

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Uma prece por todos

E como sempre temos que provar algo. Quantos mais “favores” colocando nossa vida em risco teremos que fazer para só depois sermos ouvidos? E será que algum dia seremos nós a cobrar que outros nos mostrem algum valor antes de escuta-los? Ao menos, admiro Anastasia que partiu para a guerra junto de seus homens e percebo que tenha que deixar minha ingenuidade de lado mais e mais a cada dia. Eu realmente achei que seria uma conversa rápida e iriamos embora, não é mesmo? Nunca é.

Também não me senti confortável em meio a guerra. Pude ver perfeitamente como meus companheiros abatiam soldados em golpes únicos e precisos e dentre eles eu era o único que as vezes precisava de um novo golpe. A parede de escudos se mostrou tentadora para mim, no entanto, eles não eram meus irmãos. As garras do leão sim, e um leão não seria tão eficiente sem uma de suas garras, certo?

Ainda assim percebo como meus companheiros estão inquietos. Eles ainda não se veem como algo realmente grande e vivo. Como uma unidade. Como um só. Bem, é sempre mais fácil na teoria.

Mas ainda assim eu peço que o senhor guie nossos passos e nossos corações. Nos mostre o que é certo. Nos torne fortes e nos una. Pois a cada dia vejo mais perigos a nossa frente do que quando chegamos ao forte. E temo que no futuro, o erro de um possa ser fatal para todos…

- Pietro tocava a própria barriga, no local onde havia sido esfaqueado meses atrás. E se levantava de sua prece, após novamente agradecer ao criador por mais um dia de vida, seu e de seus companheiros. -

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Sessão 04 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- O grupo parte para Lenora, a fim de descobrir a situação da rainha.

- O barão lhes dá o contato de Luigi, um homem da corte que lhe deve um favor. 

- Radu pede que o grupo entre em contato com a ordem dos Oradores das Estrelas, presente em Lenora, já que talvez possam ajudar sobre a pedra que caiu do céu.

- A viagem para Lenora dura alguns dias e são dias onde o grupo conhece um pouco mais a si mesmo, sentindo antipatias que só são perceptíveis quando se é obrigado a conviver com o outro.

- Em Lenora, depois da burocracia com Luigi, eles são recebidos por Anastasia, a rainha de Braden, que os recebe enquanto seus escudeiros colocam a armadura na mesma. Diante da novidade de uma possível decisão do barão, ela exige fidelidade do grupo, mandando-os até o fronte com ela, onde forças de Vlakir adentraram para testar as resistências de Lenora.

- O grupo aceita e se destaca na confusão, matando o campeão do exército inimigo.

- Na volta para o forte, um dos membros da Ordem dos Oradores aceita partir junto, para investifar a pedra. 

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