Belregard: Entre a Cruz e a Espada

Sessão 11 - Guerra

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- O ataque de Vlakir foi claramente uma mensagem além de uma tentativa de reduzir as forças do forte.

- Vlakir conseguiu uma vitória moral tomando o barão Tibério e ainda deixou a mensagem de que possui muitos soldados, homens e mulheres fanáticos pelo Demiurgo, dispostos a morrer sem pensar duas vezes.

- Tibério é torturado e acaba morto. Em seu funeral, Haskel é nomeado novo barão do forte e o grupo Garra do Leão assume encargos de confiança para ajudar o jovem no governo.

- Sendo eles os responsáveis pelo forte, precisam decidir que lado tomar.

- Tibério era leal a rainha Anastasia de Lenora, de modo que o próprio grupo também passa a ser.

- Ponderando sobre as possibilidades, acreditam que a aliança com a rainha não é proveitosa, que acabarão esmagados da mesma forma. 

- Apesar de terem passado meses em Ravizon agindo contra o Tribunal para resgatar Haskel, decidem que uma aliança com o Birman é mais proveitosa.

- O forte Presa do Leão, dessa forma, trai a Rainha de Braden, ajudando o Tribunal no seu plano de restaurar o Brandevir. 

- Como o outono traz o temo ruim, o grupo terá até meados da primavera para se preparar para a guerra iminente e esperar pelo suporte do Tribunal. 

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Sessão 10 - Guerra

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- A viagem de volta do grupo para o forte Presa do Leão é marcada por contratempos com a comida. 

- O terreno parece abandonado e mesmo a visão de um leão morto parece carregar significado de mau agouro.

- No caminho passam por Odara, cidade mais ao sul de Birman, onde Demetrio teve a pista para encontrar Mario, o mercenário que vendeu seu grupo no passado.

- Depois de alguma inveatigação com a crimilidade local, Demetrio consegue um encontro com Mario. 

- O traidor aparece, sendo jogado de uma carroça, abatido, magro e degenerado. Nem mesmo se lembra da face de Demetrio, mas é intimidado até contar o porque de ter vendido seus irmão de armas. 

- Mario ri e diz que os vendeu por duas moedas de prata. Demetrio, atortoado com a futilidade da traição, mata Mario com requintes de crueldade. 

- Durante a viagem de volta, ocorre um desentendimento entre Volcano e Valac por conta da comida pouca do grupo e das consecutivas falhas de caçada. 

- Quando finalmente retornam ao forte, percebem que o local se encontra próximo do cerco, que forças de Vlakir estão estacionadas próximas da colina do forte.

- Lá dentro a situação é tensa, especialmente quando procuram pelo barão e Luna, a chefe da guarda, é interrompida por um longo e tortuoso gemido vindo do acampamento Vlakir.

- Tibério havia sido capturado em um dos ataques de Vlakir e agora estava sendo torturado lentamente para minar o moral dos soldados do forte. 

- Para todos os efeitos, Haskel é o novo senhor do Presa do Leão.  

- Aos sons de: "O QUE VOCÊ TEME?", os generais inimigos iniciam a marcha contra o forte, enquanto seus soldados respondem: "VLAKIR! VLAKIR! VLAKIR!"

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Sessão 09 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- Em posse dos papéis que Argus conseguiu com seu antigo senhor, Pietro descobre quais eram os planos de Erasmo. O antigo dono do escravo era um estudioso das "Falhas de Deus" e, diante disso, acreditava na morte do Criador, sendo responsabilidade dos homens cuidarem se si mesmos. Erasmo não negava Deus, apenas aceitava sua morte e faleabilidade. Desse modo, seu interesse com o jovem era buscar o caminho para o que ele chamava de "Despertar da Chama", quando um mero mortal fosse capaz de entender o grande esquema das coisas, entender que a Sombra Viva venceu e que Deus está morto.

- Pietro oficialmente desperta como um Arauto, apesar dele mesmo nãos aber do fato, apenas receber sinais de ver a corrupção do mundo de forma mais acentuada. 

- Cardeal Belena precisou ficar por baixo dos panos por um tempo, depois do grupo ter associado-a ao Cardeal Lavros na festa de Fedro. Antes de partir, ela deixa uma pisca de onde podem encontrar Otávio: numa fazenda ao norte, onde se criam enguias para banquetes da corte. 

- Otávio é a úlitma peça contra Lavros, sendo ele um cavaleiro do barão Tibério que viera protegendo Haskel.

- Ao chegarem no local marcado, percebem hostilidade, vinda do próprio Otávio. Por trás dos panos, Lavros havia alertando-o (manipulando) de que um grupo de pessoas poderia chegar lá na intenção de sequestra-lo. 

- Pietro utiliza seus dons para acalmar os ânimos e eles conseguem conversar antes de uma briga, já que Otávio os esperava com os outros fazendeiros prontos para matar. 

- Conversando com os demais, Otávio entende que foi manipulado por Lavros. Ele acreditava que Haskel estava bem, estudando no claustro, mas agora, com o grupo se identificando também como homens do barão, Otávio percebe que foi enganado.

- Otávio mostra cartas que supostamente recebia de Haskel, mandadas para tranquilizar o cavaleiro, mas acabam acreditando que são cartas forjadas por Lavros. Nas cartas fica clara a relação amoroso entre Haskel e Otávio. O que torna tudo ainda mais bizarro, já que o próprio Lavros talvez estivesse se fazendo passar por Haskel.

- O grupo decide deixar Otávio falar com Lavros, para ver se descobre algo antes de revelar a situação toda.

- Corre a notícia de que Otávio foi condenado por ter confrontado um cardeal publicamente. Era o movimento que Belena esperava para jogar todas as demais acusações contra Lavros, do desvio de recursos até o envolvimento com o culto. 

- O grupo decide não ficar para assistir o julgamento, recuperando Haskel, liberado do claustro em meio ao caos instaurado, e partem de volta o quanto antes. 

- Sabe-se apenas que Lavros não foi morto, nem mesmo preso, mas banido do Brandevir e destituído de seus títulos. 

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Uma carta nunca enviada.

Nunca fui de ter boas noites de sono. E mesmo quando tentaram nos assassinar enquanto dormíamos, a paranoia não foi maior do que a que sempre senti. No entendo, hoje, me sinto muito mais incomodado com o anoitecer de cada dia. Me recusei a falar sobre a coisa do fosso, assim como a criança. Ainda não sei o que pensar sobre tudo isso. Ainda não sei se quero acreditar naquilo que vi com meus próprios olhos e até ontem talvez, pensei que poderia simplesmente acordar em minha cama – no forte  e descobrir que tudo foi apenas um sonho, um sonho ruim produzido pelo mal estar do que fiz a Italo… Mas hoje pela primeira vez confrontamos algo que tornou tudo ainda mais real. Nosso inimigo da noite passada era um homem. Apenas um homem desonesto. Não uma criatura monstruosa de carne, ou assassinos doentes de um culto que perseguia um dos nossos. Era um homem como nós, mostrando que estávamos mesmo no mundo real. E para resolver o caso agimos também como homens, como os nobres de qualquer corte, enganando para conseguir o que precisávamos.

Nada disso é um sonho. E não há mais como escapar do que iniciamos.

Alem disso o passado bate em nossa porta. Primeiro Demétrio. Depois Valac, seguido por Argus. Temi que minha vez chegaria e ela veio na forma de livros de meu antigo dono. Eles estão a minha frente agora e temo o que o destino reserva quando eu lê-los. Se antes tudo que transcrevi para ele em minha mente não passava de alucinações de um velho louco, hoje sei que muito daquilo é real e me acompanha no dia a dia e até dormem ao meu lado – como vi na face de cada um de meus companheiros quando estávamos no prostibulo.

E porque fui o único cujo passado não veio pessoalmente assombrar? Serei eu abençoado com uma dor mais leve do que a de meus companheiros, ou o pior está naquelas paginas e por isso está me dando tempo para me preparar antes de encara-lo?

 

- Escritas em uma carta que fora queimada logo em seguida, por ser perigosa demais para ser enviada. -

 

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No fundo do poço

- Tudo parecia tão estranho, ir a uma cidade, investigar sobre uma seita que  sabiamos da existencia, tudo sujo, pessoas estranhas e introvertidas, nada cheirava bem, o local era fétido e sujo, as sarjetas em lama assim como nossas almas. Até que a idéia de um dos nossos veio a tona, um poço sem agua no meio da cidade, com receio, meu grupo se obstinou a entrar, e de peito aberto fui o primeiro a descer, o local era esquisito assim como a escuridão que assolava o lugar, e o mais horripilante verme, com criaturas nocivas que faziam o seu corpo se movimentar, como uma especia de marionete, um verme composto de carne podre, foi o que tivemos que enfrentar. Nós fizemos um churrasco com a coisa, pois so assim conseguimos destrui-la, o fogo espantava e eliminava todas as moscas errantes que repousavam sobre a criatura, foi incrivelmente aterrador, não sei mais o que posso enfrentar, hoje sei que existe muito mais do que podemos imaginar. Seitas macabras fazem pactos para libertar coisas dessa forma, por que? as respostas é o que buscamos a cada dia. ..

 

- relatos e anotações particulares de demetrio.
 

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Nova corrupção, novos horizontes para se matar - Sessão 08 - Resgate

Nós estamos nos tornando bons nisso, não é mesmo? Bons, de verdade!

Este caso… O desvio de dinheiro. Pareceu-me um objetivo impossível no início, de certo. Mas vejam só, olhem. Nós conseguimos! Invadimos aquela festa dos que mandam, nos passamos por outros, conseguimos… Conseguimos enganar todos.  E a mentira? Dizer que éramos aliados; aquele plano desesperado de nos passar por comparsas e tirar os documentos de lá, como quem estava para protegê-los, foi uma ideia fantástica. Uma mentira bem pensada, agora que vejo e… Bom… Isso me assusta. Este mundo não nos pertence; sinto que mentir e tramar ficará mais e mais fácil. Mais simples. Cotidiano. Há verdade, há retidão na troca de espadas, mas nesse falar… Nesse ir e vir… É perigoso. Nós conseguimos encontrar o que queríamos e, quanto mais coisas encontramos nesse lugar, mais nos perdemos. Precisamos terminar com tudo isso e sair daqui o quanto antes… Ou acabaremos presos nesse jogo, outros jogos…

 

D-Desculpem se pareço… Abalado. Logo mais… Bom, logo mais direi quem era aquele que encontrei e talvez… Talvez o motivo da minha desordem. Do homem que preciso… Matar. De algo que abandonei enquanto ruía e, acho, acabo de “destruir” novamente. Faremos o que precisa ser feito e partiremos, partiremos logo. Existe mais o que fazer…

 

- Um Argus urgente e angustiado para o grupo. -

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Sessão 08 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

 - Com a vitória em descobrir a verdade sobre o culto, o grupo parte agora para investigar sobre os desvios de verba feitos por Lavros. 

- Belena consegue garantir uma entrada, para o grupo, em uma festa de arrecadação de fundos para orfanatos na residência do nobre Fedro, tesoureiro de Lavros, ele certamente tem papéis e documentos que podem provar os desvios.

- Cada membro do grupo se disfarça com uma nova identidade, para percorrer os salões da corte sem serem reconhecidos. 

- Uma vez na festa, o grupo procura identificar o anfitrião e alguns eventos perturbadores ocorrem (como um antepassado morto de uma família, supostamente caminhando pelo baile e uma nobre que, aparentemente, negava comida para comer os talheres de prata), mas eles se esforçam pra ignorar, tamanha a importância do que tinham em suas mãos. 

- Dentro os convidados, um homem idoso chama a atenção do grupo por se tratar de Patrizio Vitrozza, o antigo senhor de Argus.

- Quando Argus, Pietro e Valac partiram para o forte da Presa do Leão (onde hoje servem ao barão), haviam fugido de Vitrozza, um vilarejo próximo da fronteira com Vlakir que foi atacado. Todos acreditavam que o lorde estivesse morto e Argus, que servia diretamente a Patrizio, decide ter com ele.

- O lorde não guarda ressentimentos, mas fica feliz em saber que todos estão bem, mas alerta de que os crimes cometidos por Inácio, pai de Argus desaparecido, foram finalmente solucionados. Ele havia traído Vitrozza, compactuando com Vlakir e hoje, possivelmente, serve nas fileiras do Demiurgo. 

- Patrizio diz ainda que guardou consigo algumas anotações de Erasmo, antigo tutor do jovem Pietro e gostaria que ele desse tais anotações para o rapaz, coisa que eles fazem no dia seguinte.

- Quando finalmente conseguem falar com Fedro, o grupo decide jogar um jogo perigoso. Dizem que são enviados de Lavros e que já sabem de tudo que está acontecendo, de que a mãe e o filho do cardeal desaparecem (obra deles mesmos) e que precisam de todos os papéis que pudesse incrimina-lo. 

- Fedro cai na conversa e acaba entregando para o grupo os documentos. 

- Em segurança, sem acreditar que conseguiram, a cardeal Belena revela que a situação dela também se complicou já que os convites eram da mesma e agora, supostamente, sua figura está associada com a de Lavros. Desse modo, torna-se urgente a realização do último passo, que é encontrar Otávio, o amigo de Haskel que havia acompanhado-o até Rivienza. 

- Na documentação são encontrados sinais de desvio de dinheiro, de arrecadações, para fins e fundos que favorecem Lavros e prejudicam aqueles que são contra ele. Mas é perturbadora a aparição do nome de Vitrozza, como recebedora de fundos para sua reconstrução, coisa que não irá acontecer e deixa alguns membros de grupo com lealdades divididas, um gosto amargo de ter deixado o que poderia ser salvo para trás. 

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Sessão 07 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- O grupo decide investigar a Casa de Repouso, em busca de pistas dos doentes que podem tê-los atacado. 

- O sacerdote chefe se mostra surpreso com o relato e apoia o grupo na resolução do caso, revelando que o homem que cuida dos doentes que batem com a descrição deles é Calav, um homem rude e misterioso.

- Durante a noite, apenas Valac adentra os caminhos privados da Casa e encontra seu rival. Calav é idêntico a Valac e no breve diálogo entre os dois, o assassino revela que desejava algo de Valac, o seu nome!

- Na luta, que quase resulta na morte de Valac, ele se recorda de seu senhor que, sempre depois de guiar rituais de escarificação e mutilação, guardava as essências de Valac, sob o pretexto de que poderia "precisar dele depois". 

- Num rompante, Valac se livra do estrangular de morte e, entregando-se a sua Provação, devora Calav, recuperando aquilo que lhe fora roubado (acontecido que ele mantém em segredo).

- Posteriormente o grupo segue as instruções de Belena e vai até uma das vilas satélites de Ravizon, de onde saem as carnes que abastecem a cidade, um grande matadouro de chão lamacento, casas pobres e pessoas rudes. 

- Buscando por pistas, suspeitam de um poço inativo entre algumas casas e acabam descendo por ele depois da suspeita de movimento no fundo. 

- No interior do poço encontram uma massa de carne podre, coberta de moscas, que se revela como uma manifestação de Zaalzhebub, o Ímpio da Gula e, no combate desesperado ateiam fogo na criatura. 

- Procurando uma fuga do calabouço acabam saindo no interior de uma casa, onde uma senhora e uma criança assustadas não sabem responder o que eles querem, mas mediante intimidação, a senhora quase solta as verdade, mas a criança, revelanto-se uma assassina, tenta matar a velha e foge. 

- Perseguem a criança até o calabouço novamente e no confronto descobrem que se trata de um filho de Lavros, criado dentro do culto e que agora poderá ser usado como mais uma prova contra o cardeal. 

 

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Novos Campos de Guerra - Sessão 06

Estava ansioso por isso, mas não no bom sentido. Esse jogo singelo de quem é educado… Não posso mais resolver o problema com alguns movimentos de espada e isso me deixa assim; ansioso.

 

Aliviou-me o sentimento ter como nossa aliada, Ana. Aparenta ser boa pessoa e, talvez, meu medo aqui seja de traição. Já ouvi dizer que muito acontece nesses jogos de intriga, de quem é acusado e quem é inocente.
Pensei que ser inapto me faria sentir um sabor amargo na boca, porém, não esperava que pudesse acontecer algo pior… Foi quando fomos à estalagem de diversões, buscando informações que, bom, tive de presenciar algo que não gostaria. Aquele ritual. Aquela… Coisa. Aquela exaltação da luxúria, diante de mim.

 

Sinto-me quebrado… Por dentro. Porém, não posso me quebrar. Os outros precisam de mim. Precisam que eu me mantenha forte para ser forte por eles, mas é difícil. De qualquer forma, se eu não estiver bem para colocar ordem nos outros e não permitir que se entreguem, fazê-los andar nos devidos trilhos, quem irá?

 

… Ao menos valeu a informação; nosso temível rival nesse jogo de educações e não espadas mantinha a mãe viva e, pelo grande Criador, não me aventuro imaginar o que fazia com ela. Pobre mulher. Não sofrerá mais e, melhor, ajudará colocar seu rebento hediondo no devido lugar para que este não faça sofrer mais ninguém.

 

Ainda assim, a senhora sozinha não é prova e força suficiente para derrubá-lo. O jogo da educação continua… Para meu desespero.

- Argus falava e Pietro escrevia para, depois, Argus acompanhar interessado a leitura. Parecia-lhe incrível que tudo dito estava ali.

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Desabafo

Me sinto perdido… A cada dia que passava, desde que cheguei ao forte do leão, sentia estar sendo guiado por um proposito maior. Proteger meus companheiros, conseguir um novo senhor. Servir novamente a uma causa. São coisas simples que todo homem precisa para se levantar no dia seguinte. Mas agora que tenho tudo isso, me sinto imensamente perdido. E não sei onde eu errei em meu caminho para estar onde estou agora. 

Tenho medo do que vejo ao meu redor. Tenho medo do que vejo no espelho. Tenho medo do que eu posso me tornar. Argus disse que isso que estamos fazendo, pode nos transformar no mesmos monstros que combatemos, mas quando foi que passei a combater monstros? Ou melhor. Quando comecei a vê-los? Será essa a punição pelo que fiz a Italo? 

Sim, toda vida é valiosa, mas eu acreditei que essa era a vontade do criador. Impedir que o degenerado fizesse mal a outras crianças. Nunca foi por mim. Nunca foi por ego. Tão pouco por orgulho ou fama. Eu sempre busquei fazer o bem em busca de receber o mesmo em troca. Mas tudo que vejo a minha volta é o mal. 

Vejo em meus amigos. Nas pessoas. No espelho. Vejo e temo. Temo acordar e não reconhecer aqueles a quem sou leal e tenho agora como minha nova familia – por mais dividida que ela seja. Temo por acordar e não reconhecer a mim mesmo e fazer mau aqueles que eu amo. 

E agora, mesmo aqui com tantos ao meu redor buscando adoração a um ídolo pervertido, buscando satisfação e prazer proposito. Eu ainda o faço por nós. Pela missão. Pelo bem maior. Sei que posso me arrepender amanhã do que faremos agora, assim como me arrependo das vidas que tirei naquela batalha. Homens que tinham esposas e filhos para quem retornar.

Mas eu ainda sei que não faço por mim e sim pelo bem de outros que merecem a paz que estamos buscando manter.


O que eu não entendo é como ainda sinto que fazer o bem pode estar me tornando uma pessoa pior do que quando comecei essa jornada…

- Um desabafo de Pietro com Demetrio enquanto bebiam, momentos antes do ritual em adoração a Arshma. - 

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