Belregard: Entre a Cruz e a Espada

Uma conversa ou um desabafo?

Eu sei como se sente Luna, eu realmente sei como se sente…

 

A vida inteira eu fui como… um soldado…? Não, eu tinha ainda menos direito de escolha do que eles sobre acatar ordens. Mas eu sei o que é minha opinião não valer de nada para meu senhor. Eu sei o que é sentir que aquilo que eu fazia era errado, mas ter de acatar as ordens de meu… superior…

Mas veja Luna, os homens que você treinou… Eles a obedecerão no campo de batalha. Quando mandar avançarem eles avançarão, mesmo que acreditem que o fim de suas vidas estará nas lanças a sua frente.

Quando mandar recuarem, eles recuarão, mesmo que seu irmão de sangue esteja caído ao seu lado sem uma perna.

E a culpa de perder um companheiro é deles, ou de quem deu a ordem?

 

Você não deve se sentir mal. Assim como eu fui uma ferramenta de meu antigo senhor, hoje sou uma ferramenta do forte. E assim como você no campo irá decidir o melhor para seus soldados – baseada em sua experiência de vida e batalhas – e será responsável por todas as baixas que sofrer, nos quatro somos os responsáveis pelo lado que o barão escolheu, e o fizemos visando o bem do forte e o mínimo de baixas possíveis.

Se isso falhar. Se isso for errado. Se isso for um crime imperdoável. Seremos nós os culpados, não você capitã; Assim como nenhum de seus homens será culpado pela morte de um companheiro lá em baixo, se sua decisão sobre avançar ou recuar for errada e falha.

Então, não perca seu sono como eu perdi muitas vezes, acreditando que eu deveria resolver todo o mal do mundo. Acreditando que eu deveria dar um jeito em questões muito acima do meu poder.

Desde o dia que cheguei no forte, até hoje, eu vi coisas, eu vivi coisas, que me fizeram o que sou agora. Assim como sei que você é nossa capitã por ser a mais capaz, por tudo que sabe e viveu, para isso.

Então, assim como confiamos a vida de todos esses homens a você, confie em nós. Você não viu tudo que eu vi, mas eu lhe garanto, a maior guerra já foi travada, e os aliados que escolhemos, infelizmente, são os que ainda podem nos manter mais seguros e tudo que testemunhei até aqui.

A coisas nesse mundo que vão exigir decisões muito mais difíceis do que ir contra seus valores capitã. E eu espero que ao contrario de mim, você nunca precise passar por elas…

… Ah, agora me lembro. As balestras estão prontas. Creio que você vá querer instruir seus homens pessoalmente.

 

- E com isso Pietro se despedia de Luna, esperando que pudesse trazer um pouco de paz ao seu coração e ao proprio. 

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Sessão 12 - A Carga que Pesa

Incômodo? Talvez. Eu… Eu sinto estranho.

… Um dia, claro, desejei; desejei sentar em boa mesa, boa comida, um lugar confortável. Busquei respeito e tive de conquistá-lo onde fui. Agora é tão estranho porque me olham com respeito e não precisei buscá-lo. O peso de várias vidas, também, me é assustador. Antes era apenas a minha, então tudo bem. Então, depois, me vi formando um grupo e minhas costas curvaram, um pouco, mas agora me sinto rastejando com a carga. Ser senescal não é… Simples. Não é, mesmo.

Sobre ter optado pelo Tribunal e não a Rainha? Oh, não, não me incomoda. Lá fora, nós sempre estamos preocupados em nos manter vivos, é um sentimento muito… Puro; nos entranha e permanece. Acredito que essa seja a melhor decisão, então.

 

Agora, se me permite, tenho problemas que precisam de minha atenção, barão… Os camponeses ainda seguram espadas como se fossem foices.

 

- Argus para Haskel n’um corredor qualquer.

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Sessão 12 - Guerra

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

Primeiro Mês (Outono)

- Pietro cuida de estocar comida no forte.

- Valac envia espiões para Lenora e Vlakir e procura possíveis espiões dentro do forte. 

- Argus começa a treinar camponeses.

- Demetrio checa as defesas do forte e inicia a construção de balistras.

- Iniciam a construção de uma rota de fuga. 

- Iniciam a produção de armas.

- O grupo recebe emissários de Lenora, Vlakir e Birman, onde os acordos são feitos. Lenora parte arrasada com a notícia da traição, Vlakir deixa a entender que existem espiões dentro do forte e Birman parte satisfeita com a aliança.   

Segundo Mês (Outono)

- Luna se mostra insatisfeita com a escolha de aliança com o Tribunal.

- Espiões de Lenora falam sobre a situação local. O moral dos soldados continua alto, mas a rainha parece sozinha, fadada a derrota.

- Falam sobre a ordem dos Oradores e de como eles estão se organizando para sair do local. 

- Mandam um grupo interceptar os Oradores para recuperar a espada. 

- Descobrem que Vlakir planeja realizar um casamento com Parlouma, a fim de conseguir mais recursos, soldados e terreno. 

- O grupo tenta impedir a união, demonstrando o apoio para que eles cancelem o casamento.

Terceiro Mês (Outono)

- Escolta de mercadores para tornar as rotas de comércio mais seguras. 

- Representantes do Tribunal chegam. Cem soldados com ouro. Mazal, Oradora, os lidera. 

- O grupo mata os Oradores das Estrelas, e trazem a espada, enlouquecidos pelas coisas que ocorreram por todo o caminho. 

Quarto Mês (Inverno)

- Muitas chuvas que podem atrasar as viagens e obras.

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Usando Regência

O terceiro arco da campanha se inicia e, com ele, trazemos as regras de Regência do sistema Crônicas para a mesa. Agora os personagens dos jogadores assumem cargos de responsabilidade dentro do forte da Presa do Leão. O barão oficial é inexperiente e precisa confiar nas decisões dos jogadores para que o forte continue de pé nestes tempos de crise civil. Algumas atitudes tomadas pelo grupo já foram bastante controversas, como a aliança ao Tribunal. O grupo acabou decidindo trair os antigos votos do barão, de lealdade a rainha que vive em Lenora. Houve repercussão, até mesmo internamente, com alguns descontentes. O jogo segue um ritmo mais de decisões, de escolhas, com os jogadores enviando outros para resolver suas demandas e, como a passagem de tempo é importante no grande esquema das coisas, vamos dando saltos de mês em mês para rolar os dados de eventos.

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Sessão 11 - Guerra

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- O ataque de Vlakir foi claramente uma mensagem além de uma tentativa de reduzir as forças do forte.

- Vlakir conseguiu uma vitória moral tomando o barão Tibério e ainda deixou a mensagem de que possui muitos soldados, homens e mulheres fanáticos pelo Demiurgo, dispostos a morrer sem pensar duas vezes.

- Tibério é torturado e acaba morto. Em seu funeral, Haskel é nomeado novo barão do forte e o grupo Garra do Leão assume encargos de confiança para ajudar o jovem no governo.

- Sendo eles os responsáveis pelo forte, precisam decidir que lado tomar.

- Tibério era leal a rainha Anastasia de Lenora, de modo que o próprio grupo também passa a ser.

- Ponderando sobre as possibilidades, acreditam que a aliança com a rainha não é proveitosa, que acabarão esmagados da mesma forma. 

- Apesar de terem passado meses em Ravizon agindo contra o Tribunal para resgatar Haskel, decidem que uma aliança com o Birman é mais proveitosa.

- O forte Presa do Leão, dessa forma, trai a Rainha de Braden, ajudando o Tribunal no seu plano de restaurar o Brandevir. 

- Como o outono traz o temo ruim, o grupo terá até meados da primavera para se preparar para a guerra iminente e esperar pelo suporte do Tribunal. 

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Sessão 10 - Guerra

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- A viagem de volta do grupo para o forte Presa do Leão é marcada por contratempos com a comida. 

- O terreno parece abandonado e mesmo a visão de um leão morto parece carregar significado de mau agouro.

- No caminho passam por Odara, cidade mais ao sul de Birman, onde Demetrio teve a pista para encontrar Mario, o mercenário que vendeu seu grupo no passado.

- Depois de alguma inveatigação com a crimilidade local, Demetrio consegue um encontro com Mario. 

- O traidor aparece, sendo jogado de uma carroça, abatido, magro e degenerado. Nem mesmo se lembra da face de Demetrio, mas é intimidado até contar o porque de ter vendido seus irmão de armas. 

- Mario ri e diz que os vendeu por duas moedas de prata. Demetrio, atortoado com a futilidade da traição, mata Mario com requintes de crueldade. 

- Durante a viagem de volta, ocorre um desentendimento entre Volcano e Valac por conta da comida pouca do grupo e das consecutivas falhas de caçada. 

- Quando finalmente retornam ao forte, percebem que o local se encontra próximo do cerco, que forças de Vlakir estão estacionadas próximas da colina do forte.

- Lá dentro a situação é tensa, especialmente quando procuram pelo barão e Luna, a chefe da guarda, é interrompida por um longo e tortuoso gemido vindo do acampamento Vlakir.

- Tibério havia sido capturado em um dos ataques de Vlakir e agora estava sendo torturado lentamente para minar o moral dos soldados do forte. 

- Para todos os efeitos, Haskel é o novo senhor do Presa do Leão.  

- Aos sons de: "O QUE VOCÊ TEME?", os generais inimigos iniciam a marcha contra o forte, enquanto seus soldados respondem: "VLAKIR! VLAKIR! VLAKIR!"

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Sessão 09 - Resgate

Segue um resumo do acontecido na sessão de jogo. Sem buscar pro dramaticidade, estes tópicos servem de orientação para que os jogadores construam os seus próprios relatos do que seus personagens experimentaram. 

- Em posse dos papéis que Argus conseguiu com seu antigo senhor, Pietro descobre quais eram os planos de Erasmo. O antigo dono do escravo era um estudioso das "Falhas de Deus" e, diante disso, acreditava na morte do Criador, sendo responsabilidade dos homens cuidarem se si mesmos. Erasmo não negava Deus, apenas aceitava sua morte e faleabilidade. Desse modo, seu interesse com o jovem era buscar o caminho para o que ele chamava de "Despertar da Chama", quando um mero mortal fosse capaz de entender o grande esquema das coisas, entender que a Sombra Viva venceu e que Deus está morto.

- Pietro oficialmente desperta como um Arauto, apesar dele mesmo nãos aber do fato, apenas receber sinais de ver a corrupção do mundo de forma mais acentuada. 

- Cardeal Belena precisou ficar por baixo dos panos por um tempo, depois do grupo ter associado-a ao Cardeal Lavros na festa de Fedro. Antes de partir, ela deixa uma pisca de onde podem encontrar Otávio: numa fazenda ao norte, onde se criam enguias para banquetes da corte. 

- Otávio é a úlitma peça contra Lavros, sendo ele um cavaleiro do barão Tibério que viera protegendo Haskel.

- Ao chegarem no local marcado, percebem hostilidade, vinda do próprio Otávio. Por trás dos panos, Lavros havia alertando-o (manipulando) de que um grupo de pessoas poderia chegar lá na intenção de sequestra-lo. 

- Pietro utiliza seus dons para acalmar os ânimos e eles conseguem conversar antes de uma briga, já que Otávio os esperava com os outros fazendeiros prontos para matar. 

- Conversando com os demais, Otávio entende que foi manipulado por Lavros. Ele acreditava que Haskel estava bem, estudando no claustro, mas agora, com o grupo se identificando também como homens do barão, Otávio percebe que foi enganado.

- Otávio mostra cartas que supostamente recebia de Haskel, mandadas para tranquilizar o cavaleiro, mas acabam acreditando que são cartas forjadas por Lavros. Nas cartas fica clara a relação amoroso entre Haskel e Otávio. O que torna tudo ainda mais bizarro, já que o próprio Lavros talvez estivesse se fazendo passar por Haskel.

- O grupo decide deixar Otávio falar com Lavros, para ver se descobre algo antes de revelar a situação toda.

- Corre a notícia de que Otávio foi condenado por ter confrontado um cardeal publicamente. Era o movimento que Belena esperava para jogar todas as demais acusações contra Lavros, do desvio de recursos até o envolvimento com o culto. 

- O grupo decide não ficar para assistir o julgamento, recuperando Haskel, liberado do claustro em meio ao caos instaurado, e partem de volta o quanto antes. 

- Sabe-se apenas que Lavros não foi morto, nem mesmo preso, mas banido do Brandevir e destituído de seus títulos. 

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Uma carta nunca enviada.

Nunca fui de ter boas noites de sono. E mesmo quando tentaram nos assassinar enquanto dormíamos, a paranoia não foi maior do que a que sempre senti. No entendo, hoje, me sinto muito mais incomodado com o anoitecer de cada dia. Me recusei a falar sobre a coisa do fosso, assim como a criança. Ainda não sei o que pensar sobre tudo isso. Ainda não sei se quero acreditar naquilo que vi com meus próprios olhos e até ontem talvez, pensei que poderia simplesmente acordar em minha cama – no forte  e descobrir que tudo foi apenas um sonho, um sonho ruim produzido pelo mal estar do que fiz a Italo… Mas hoje pela primeira vez confrontamos algo que tornou tudo ainda mais real. Nosso inimigo da noite passada era um homem. Apenas um homem desonesto. Não uma criatura monstruosa de carne, ou assassinos doentes de um culto que perseguia um dos nossos. Era um homem como nós, mostrando que estávamos mesmo no mundo real. E para resolver o caso agimos também como homens, como os nobres de qualquer corte, enganando para conseguir o que precisávamos.

Nada disso é um sonho. E não há mais como escapar do que iniciamos.

Alem disso o passado bate em nossa porta. Primeiro Demétrio. Depois Valac, seguido por Argus. Temi que minha vez chegaria e ela veio na forma de livros de meu antigo dono. Eles estão a minha frente agora e temo o que o destino reserva quando eu lê-los. Se antes tudo que transcrevi para ele em minha mente não passava de alucinações de um velho louco, hoje sei que muito daquilo é real e me acompanha no dia a dia e até dormem ao meu lado – como vi na face de cada um de meus companheiros quando estávamos no prostibulo.

E porque fui o único cujo passado não veio pessoalmente assombrar? Serei eu abençoado com uma dor mais leve do que a de meus companheiros, ou o pior está naquelas paginas e por isso está me dando tempo para me preparar antes de encara-lo?

 

- Escritas em uma carta que fora queimada logo em seguida, por ser perigosa demais para ser enviada. -

 

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No fundo do poço

- Tudo parecia tão estranho, ir a uma cidade, investigar sobre uma seita que  sabiamos da existencia, tudo sujo, pessoas estranhas e introvertidas, nada cheirava bem, o local era fétido e sujo, as sarjetas em lama assim como nossas almas. Até que a idéia de um dos nossos veio a tona, um poço sem agua no meio da cidade, com receio, meu grupo se obstinou a entrar, e de peito aberto fui o primeiro a descer, o local era esquisito assim como a escuridão que assolava o lugar, e o mais horripilante verme, com criaturas nocivas que faziam o seu corpo se movimentar, como uma especia de marionete, um verme composto de carne podre, foi o que tivemos que enfrentar. Nós fizemos um churrasco com a coisa, pois so assim conseguimos destrui-la, o fogo espantava e eliminava todas as moscas errantes que repousavam sobre a criatura, foi incrivelmente aterrador, não sei mais o que posso enfrentar, hoje sei que existe muito mais do que podemos imaginar. Seitas macabras fazem pactos para libertar coisas dessa forma, por que? as respostas é o que buscamos a cada dia. ..

 

- relatos e anotações particulares de demetrio.
 

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Nova corrupção, novos horizontes para se matar - Sessão 08 - Resgate

Nós estamos nos tornando bons nisso, não é mesmo? Bons, de verdade!

Este caso… O desvio de dinheiro. Pareceu-me um objetivo impossível no início, de certo. Mas vejam só, olhem. Nós conseguimos! Invadimos aquela festa dos que mandam, nos passamos por outros, conseguimos… Conseguimos enganar todos.  E a mentira? Dizer que éramos aliados; aquele plano desesperado de nos passar por comparsas e tirar os documentos de lá, como quem estava para protegê-los, foi uma ideia fantástica. Uma mentira bem pensada, agora que vejo e… Bom… Isso me assusta. Este mundo não nos pertence; sinto que mentir e tramar ficará mais e mais fácil. Mais simples. Cotidiano. Há verdade, há retidão na troca de espadas, mas nesse falar… Nesse ir e vir… É perigoso. Nós conseguimos encontrar o que queríamos e, quanto mais coisas encontramos nesse lugar, mais nos perdemos. Precisamos terminar com tudo isso e sair daqui o quanto antes… Ou acabaremos presos nesse jogo, outros jogos…

 

D-Desculpem se pareço… Abalado. Logo mais… Bom, logo mais direi quem era aquele que encontrei e talvez… Talvez o motivo da minha desordem. Do homem que preciso… Matar. De algo que abandonei enquanto ruía e, acho, acabo de “destruir” novamente. Faremos o que precisa ser feito e partiremos, partiremos logo. Existe mais o que fazer…

 

- Um Argus urgente e angustiado para o grupo. -

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